No dia 15 de julho, a Assembleia Nacional vai decidir sobre o projeto de lei que reconhece o direito à eutanásia e ao suicídio assistido. Aprovado pela Assembleia Nacional, o texto foi rejeitado pelo Senado. Com uma maioria parlamentar tão frágil, cada voto vai fazer a diferença.
Em Montligeon, recebemos todo ano famílias que passaram pela perda de um ente querido por suicídio. Sem confundir as situações, sabemos bem como uma morte voluntária deixa feridas profundas, perguntas sem resposta e um longo caminho de luto.
Também ouvimos pessoas idosas nos dizerem: “Não quero incomodar”, “Sou um fardo para meus filhos”.
Como não temer que o direito à ajuda para morrer exerça sobre os mais frágeis uma pressão, às vezes silenciosa, para que não sejam mais um fardo? Diante do sofrimento, nossa resposta é acompanhar, aliviar, desenvolver os cuidados paliativos e nunca abandonar as pessoas mais vulneráveis.
Com a votação se aproximando, convidamos todo mundo a rezar pelas pessoas doentes, seus familiares, os profissionais de saúde e os parlamentares, para que nosso país sempre escolha o caminho da vida, da compaixão, da solidariedade e da esperança.
Dom Paul Denizot, reitor do santuário de Nossa Senhora de Montligeon
Saiba mais: https://eglise.catholique.fr/sengager-dans-la-societe/eglise-et-bioethique/science-et-ethique/fin-de-vie-2/
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